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Com status de área livre de febre aftosa sem vacinação, mercado bovino do Piauí para outros estados cresce 24%
Em novembro de 2024, a pecuária piauiense celebrará um marco importante: a conquista, há um ano, do status de área livre de febre aftosa sem vacinação, com reconhecimento nacional. Essa mudança teve um impacto direto no mercado bovino do estado, favorecendo a compra e venda de animais e promovendo um crescimento expressivo no trânsito de gado para outros estados.

De acordo com o Relatório de Análise do Trânsito Animal, elaborado pela Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi), em 2024, o estado movimentou 504.636 bovinos dentro e fora de suas fronteiras, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. Desse total, aproximadamente 123,5 mil bovinos foram enviados para 14 estados brasileiros, com destaque para a Bahia, que recebeu 39,6 mil cabeças, seguida por Maranhão (19,3 mil) e São Paulo (15,5 mil).
A principal finalidade do gado movido para outros estados foi a engorda, com mais de 323,8 mil animais sendo destinados a esse fim. Esse número reflete o potencial do estado para suprir a demanda nacional por carne bovina, posicionando o Piauí como um importante player no mercado nacional de carne.

Crescimento no trânsito de gado e o impacto econômico
O aumento de 24% no trânsito de gado para outros estados em 2024 é uma prova de como o status sanitário conquistado impactou positivamente as negociações e abriu portas para a expansão da pecuária no estado. O secretário da Defesa Agropecuária do Piauí, Fábio Abreu, destacou a importância desse avanço: “O empenho do Governo do Piauí, por meio da Adapi, e do setor produtivo na vacinação em massa do rebanho ao longo das últimas duas décadas foi fundamental para que o gado piauiense voltasse a se destacar no mercado nacional”, afirmou, enfatizando ainda que a próxima meta é alcançar o reconhecimento internacional.
Rumo ao reconhecimento internacional
O Piauí tem avançado de forma significativa rumo ao reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa, o que abriria portas para a exportação de carne bovina para mercados internacionais, um passo importante para atrair investimentos externos e fortalecer a indústria de proteína animal no estado.
Em dezembro de 2024, o estado alcançou uma nova etapa rumo a esse objetivo, com a aprovação em uma supervisão de seguimento conduzida por auditores fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A auditoria verificou a implementação de melhorias no Plano de Ação de Defesa Sanitária, que tem como principal objetivo garantir a saúde e a segurança do rebanho bovino.
João Rodrigues, diretor-geral da Adapi, destacou que o Piauí evoluiu consideravelmente no cumprimento das exigências para o reconhecimento internacional. “Em comparação com a supervisão de julho, quando a Adapi havia concluído apenas 40% das exigências do plano de ação, agora, com a auditoria mais recente, esse número saltou para 80%”, afirmou Rodrigues, ressaltando o compromisso do estado com a saúde animal e o desenvolvimento da pecuária.
O próximo passo: a votação da OMSA
Em setembro de 2024, o pleito do Piauí para o reconhecimento internacional foi encaminhado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A votação para definir a concessão do status de área livre de febre aftosa sem vacinação ocorrerá em maio de 2025, durante a 92ª Assembleia Geral da OMSA, em Paris, na França.
Se aprovado, esse reconhecimento permitirá que os pecuaristas piauiense acessem mercados internacionais, com destaque para a exportação de carne bovina. Além disso, será um grande passo para a atração de investimentos externos e o fortalecimento da indústria de agroindústrias de proteína animal no estado.
Rebanho bovino: crescimento e perspectivas
Com o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, o rebanho bovino do Piauí cresceu significativamente. O efetivo passou de 1,8 milhão para 2,1 milhões de cabeças entre 2023 e 2025, um aumento de 16,6%. Esse crescimento reflete tanto a saúde do rebanho quanto as condições favoráveis para a expansão da pecuária no estado, fortalecendo o papel do Piauí na cadeia produtiva de carne bovina no Brasil.
Conclusão
O Piauí, com sua recente conquista no setor sanitário, se posiciona de maneira estratégica para consolidar sua presença no mercado nacional e internacional de carne bovina. O reconhecimento nacional como área livre de febre aftosa sem vacinação é apenas o primeiro passo, e o estado já está trabalhando ativamente para garantir o reconhecimento internacional, o que trará ainda mais oportunidades de crescimento e desenvolvimento para a pecuária piauiense.


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