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Luan Ferraz
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Vereadora Tatiana Medeiros é encontrada desacordada em alojamento militar; suspeita é de ingestão de antidepressivos

Na manhã desta quarta-feira (21), a vereadora Tatiana Medeiros (PSB) foi encontrada desacordada no alojamento onde está detida no Quartel do Comando Geral (QCG), em Teresina. O estado da parlamentar exigiu a imediata intervenção do Corpo de Bombeiros, que a transferiu às pressas para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
Fontes com acesso à rotina do QCG revelaram à reportagem da TV Cidade Verde e do portal Cidadeverde.com que Tatiana teria ingerido, supostamente, uma alta dose de medicamentos antidepressivos. A versão, no entanto, ainda carece de confirmação oficial por parte das autoridades médicas e policiais.
A descoberta ocorreu por volta das primeiras horas da manhã, quando militares responsáveis pela segurança do alojamento notaram a ausência de resposta da parlamentar durante a chamada de rotina. Após abrirem a porta do recinto, encontraram a vereadora desacordada. A equipe de resgate do Corpo de Bombeiros realizou os primeiros socorros no local antes de transferi-la ao hospital.
O incidente acontece em um momento delicado no processo judicial da vereadora. Na véspera, terça-feira (20), o ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou um pedido de habeas corpus protocolado por sua defesa. Com a decisão, o processo retorna ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mantendo Tatiana em custódia.
Ainda na mesma data, durante uma diligência de rotina, foram apreendidos um tablet e um celular no alojamento da vereadora, levantando suspeitas sobre o uso indevido de equipamentos eletrônicos enquanto presa. As circunstâncias do uso desses dispositivos ainda estão sendo apuradas, e a defesa da parlamentar não se pronunciou oficialmente sobre o fato.
Tatiana Medeiros está presa desde o dia 4 de abril por determinação judicial, acusada de envolvimento em crimes eleitorais. A reportagem segue investigando se houve falha na segurança interna do QCG e se a vereadora teve acesso indevido a medicamentos controlados.



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