
A dívida bruta do governo geral deve fechar 2026 em 83,7% do Produto Interno Bruto, alta de 5,1 pontos percentuais em relação ao fim de 2025, segundo a 8ª edição do Relatório de Riscos Fiscais da União, divulgada pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (3). No cenário de referência, o endividamento chega a 86,3% do PIB em 2036; numa combinação de choques adversos, pode ficar 17,1 pontos acima dessa trajetória, perto de 103,4% do PIB.
Segundo o Valor Econômico, a dívida terá trajetória ascendente até 2030, pressionada pelos juros nominais, quando alcança 89,6% do PIB. O mesmo relatório aponta R$ 4,87 trilhões em exposição a riscos fiscais específicos em 2025, como ações judiciais, garantias da União e créditos de difícil recuperação, valor R$ 259,6 bilhões menor que o de 2024. Esses montantes são riscos, não despesas certas. Só as ações judiciais de risco provável ou possível somavam R$ 2,27 trilhões no fim de 2025.
“Nas agendas comigo, nós não estamos tratando de nada que justifique ao mercado ter uma posição de medo”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, segundo o Poder360
No mesmo dia, ao chegar ao ministério, Durigan foi questionado sobre a piora das expectativas de inflação, juros e câmbio depois da reeleição de Lula. Segundo o Poder360, ele pediu tempo para que o presidente defina as medidas fiscais do quarto mandato, disse que as propostas discutidas com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, ainda não estão fechadas e não deu prazo para o anúncio. O ministro defendeu um ajuste gradual, “sem retirar direitos”, e disse não discutir a própria sucessão: “Esse é o timing do presidente que eu obedeço”.
Durigan também classificou como “ideia incipiente”, e não proposta, a tese heterodoxa do economista André Lara Resende para baixar os juros, cujo eventual encontro com Lula passou a ser discutido depois da eleição. “Não há nada nesse sentido sobre a mesa”, afirmou, segundo o Poder360.
Fontes: Tesouro Nacional (Relatório de Riscos Fiscais da União, 8ª edição), Valor Econômico, Poder360.