
A influenciadora digital Virgínia Fonseca passou a ser alvo de investigação da Polícia Federal após a análise de relatórios de inteligência financeira produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo informações divulgadas pela revista Piauí, os documentos foram inicialmente anexados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Apostas Esportivas e despertaram a atenção dos investigadores, mesmo após a rejeição do relatório final da comissão que sugeria o indiciamento da influenciadora.
Entre os pontos analisados está a movimentação financeira da Talismã Digital, empresa ligada a Virgínia e ao cantor Zé Felipe. De acordo com a publicação, a companhia teria recebido R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024. Parte significativa desse valor teria sido transferida pela empresa AMP Pay Marketing e Negócios por meio de cinco operações via Pix. As transações chamaram a atenção de instituições financeiras devido ao porte declarado da empresa remetente e ao volume dos recursos movimentados.
Outra empresa citada nas apurações é a WePink, ligada ao segmento de suplementos nutricionais, além da Wepink, marca de cosméticos associada à influenciadora. Relatórios encaminhados ao Coaf apontaram movimentações consideradas atípicas, incluindo elevado volume de créditos e débitos em curto período e depósitos em espécie realizados em diferentes agências bancárias. As operações foram comunicadas por instituições financeiras dentro dos protocolos de monitoramento previstos na legislação de prevenção à lavagem de dinheiro.
A defesa de Virgínia Fonseca afirmou que todas as operações financeiras foram realizadas de forma legal e devidamente declaradas aos órgãos competentes. Os advogados sustentam que parte das movimentações decorre da antecipação de recebíveis de cartão de crédito, prática comum no mercado, além das receitas obtidas diariamente pelos quiosques da empresa. A Polícia Federal segue analisando a documentação para verificar a origem, a natureza e a regularidade das operações mencionadas nos relatórios financeiros.
Fonte: Infomoney