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Para evitar evento vazio, Lula troca 1º de Maio deste ano por pronunciamento em TV
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará presencialmente de nenhum evento em alusão ao Dia do Trabalhador, celebrado na próxima quinta-feira (1º de maio). Neste ano, o mandatário optou por um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, que irá ao ar às 20h desta quarta-feira (30). A decisão vem após a baixa adesão registrada nas comemorações do ano passado e a ausência de um ato unificado das centrais sindicais em 2024.
A fala de Lula foi gravada na última segunda-feira (28), no Palácio da Alvorada. No pronunciamento, a expectativa é que o presidente reforce medidas do governo voltadas à classe trabalhadora, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e a criação de uma linha de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada.

A proposta de isenção do IR foi enviada ao Congresso Nacional em 18 de março e ainda aguarda votação. Já o empréstimo consignado entrou em vigor em 21 de março, por medida provisória, mas precisa ser aprovado pelo Legislativo em até 120 dias para não perder a validade.
Esta será a primeira vez, desde o início do atual mandato, que Lula não estará presente fisicamente nas celebrações do 1º de Maio. O presidente será representado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que no ano passado já havia assumido o pronunciamento em rede nacional no lugar do chefe do Executivo.
Eventos divididos
Em 2024, não haverá um evento unificado das centrais sindicais para marcar o Dia do Trabalhador. As principais entidades do país organizarão atos distintos: um na Zona Norte da capital paulista e outro em São Bernardo do Campo (SP), cidade que representa o berço político de Lula e da luta sindical do PT.
A fragmentação dos eventos e o risco de baixa mobilização foram determinantes para a ausência do presidente nas cerimônias públicas deste ano. Em 2023, o 1º de Maio Unificado na Zona Leste de São Paulo teve pouca adesão, o que levou Lula a cobrar publicamente o ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, pela má articulação.
“Não pensem que vai ficar assim. […] Esse ato está mal convocado. Nós não fizemos o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar”, declarou o presidente na ocasião.
Reunião com sindicalistas
Para sinalizar proximidade com a classe trabalhadora mesmo sem comparecer aos atos públicos, Lula recebeu nesta terça-feira (29) representantes de centrais sindicais no Palácio do Planalto. No encontro, as lideranças entregaram uma pauta com 26 reivindicações prioritárias para 2024.
Entre os pedidos estão a redução da jornada de trabalho sem corte de salários, o fim da escala 6×1 e a própria isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5.000 mensais — proposta que o governo vem tratando como uma de suas vitrines sociais.
O gesto busca manter o diálogo com os movimentos sindicais, que historicamente têm sido base de apoio dos governos petistas, ao mesmo tempo em que o governo busca evitar novos desgastes de imagem como o registrado no ano passado.
Fonte: R7



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