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“Merlong Solano assume Comissão de Finanças e alerta: ‘R$ 50 bilhões já foram consumidos — sistema precisa de ajustes urgentes’”

O deputado federal Merlong Solano (PT-PI) assumiu a presidência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados com mandato de um ano, prometendo uma condução pautada pelo equilíbrio institucional e pelo respeito às regras.
Logo no início de sua gestão, o parlamentar deixou claro o tom que pretende imprimir aos trabalhos. “Vamos atuar com transparência e respeito ao regimento e aos acordos firmados, evitando tensões desnecessárias que empobrecem o debate”, afirmou.
Ao traçar as prioridades da comissão, Solano destacou dois eixos centrais: a revisão das regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), após o escândalo envolvendo o Banco Master, e a crise no setor de combustíveis.
Sobre o caso financeiro, o deputado foi enfático ao alertar para a dimensão do impacto causado pelo episódio. Segundo ele, o sistema revelou fragilidades preocupantes.
“Um único caso consumiu quase metade do fundo garantidor do nosso sistema financeiro – já falam em R$ 50 bilhões consumidos em razão desse escândalo grandioso do Banco Master. Imagina o que teria acontecido se tivesse passado uma emenda para aumentar a garantia de R$ 250 mil para R$ 1 milhão? Teria estourado o sistema financeiro”, declarou.
A fala evidencia a preocupação com a sustentabilidade do mecanismo, responsável por proteger pequenos investidores. Para Solano, o episódio exige uma revisão profunda das estruturas de controle.
“A questão que nós temos que debater é: o sistema de composição do fundo garantidor e de fiscalização do sistema financeiro precisa de ajustes?”, questionou, sinalizando a abertura de um debate técnico e político sobre o tema.
No campo energético, o novo presidente também demonstrou inquietação com a alta dos combustíveis, mesmo sem dependência direta do petróleo do Oriente Médio. Para ele, é necessário investigar o comportamento dos órgãos de defesa do consumidor e entender os fatores que pressionam os preços no país.
A preocupação central, segundo destacou, é evitar que o Brasil continue vulnerável a crises internacionais. “Precisamos saber como estão atuando os órgãos de proteção ao consumidor e o que pode ser feito para que o país não fique à mercê de conflitos externos”, pontuou.
A transição no comando da comissão foi marcada pelo discurso do antecessor, o deputado Rogério Correia (PT-MG), que fez um balanço da gestão e enfatizou o esforço de conciliar responsabilidade fiscal com justiça social.
“Quando a gente olha o orçamento, você não pode se esquecer do compromisso social. Afinal de contas, o imposto é para que a gente possa ter a sociedade sendo ganhadora disso, e, em especial, a sua maioria, os trabalhadores e o povo”, afirmou.
Correia também destacou a interlocução com autoridades econômicas, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além da aprovação de medidas relevantes.
Entre elas, citou o projeto que reduz benefícios fiscais ao estabelecer a cobrança de 10% sobre rendas antes isentas, e a tramitação acelerada de propostas que ampliam a taxação sobre sites de apostas online.
A nova gestão da Comissão de Finanças e Tributação começa sob pressão, com desafios que envolvem desde a estabilidade do sistema financeiro até o impacto direto no bolso do consumidor — temas que prometem dominar o debate econômico no Congresso nos próximos meses.


