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Jair Bolsonaro comanda xadrez do PL e pode definir rumos do Senado e do Governo do Rio

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro mantém protagonismo nas definições eleitorais do Partido Liberal (PL), mesmo cumprindo pena em regime fechado na unidade conhecida como Papudinha, no Distrito Federal. Nesta quarta-feira (18), ele recebe duas das principais lideranças da legenda no Rio de Janeiro para tratar diretamente do cenário eleitoral no estado.

Reunião na Papudinha e pauta eleitoral

Estão confirmadas as presenças do senador Carlos Portinho, líder do PL no Senado, e de Bruno Bonetti, presidente municipal do partido no Rio. O encontro ocorre em meio ao impasse sobre as candidaturas fluminenses, especialmente para o Senado.

A movimentação ganhou novo contorno após o senador Flávio Bolsonaro deixar a disputa pela reeleição ao Senado para se colocar como pré-candidato à Presidência da República. A decisão abriu espaço para uma corrida interna por duas vagas ao Senado no estado.

Ordem das falas e posições apresentadas

1. Carlos Portinho

Ao SBT News, Portinho afirmou que levará pessoalmente a Bolsonaro duas posições:

2. Interlocutores do PL

Nos bastidores, dirigentes da legenda sustentam que caberá a Bolsonaro a palavra final sobre ao menos uma das duas vagas ao Senado no Rio. A estratégia da direita é formar maioria de oposição na Casa Alta a partir de 2027, tornando a disputa fluminense peça-chave no tabuleiro nacional.

3. Campo adversário

Pelo Partido dos Trabalhadores (PT), a tendência é que a deputada federal Benedita da Silva seja a candidata ao Senado. Ela aparece bem posicionada nas pesquisas preliminares.

Xadrez estadual e mandato-tampão

A definição das candidaturas ao Senado depende de outro fator estratégico: a possibilidade de o PL lançar candidatura própria ao governo do Rio. Caso isso ocorra, a legenda pode ter de ceder uma das vagas ao Senado em composição política, o que tende a intensificar a disputa interna.

O governador Cláudio Castro é um dos interessados na corrida ao Senado. Se confirmar a candidatura, terá de deixar o cargo até abril, o que provocaria uma eleição indireta para o chamado mandato-tampão no Palácio Guanabara.

Nos próximos dias, Castro deve se reunir com Flávio Bolsonaro e com o presidente estadual do PL, Altineu Côrtes, para discutir os cenários.

Disputa interna pelo governo

O PL também enfrenta divergências sobre quem assumiria o governo em caso de vacância.

Entre os cotados dentro do PL estão o deputado estadual Douglas Ruas e o secretário de Polícia Civil Felipe Curi.

Cenário em aberto

Com múltiplas candidaturas e interesses cruzados, o PL fluminense vive um momento decisivo. A palavra de Jair Bolsonaro, mesmo fora do cenário público tradicional, continua sendo determinante para o desenho final das chapas no Rio de Janeiro — tanto para o Senado quanto para o governo estadual.

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