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Incêndio em Pavussu e Canto do Buriti é controlado com ação intensa de brigadistas e helicóptero da PM

(Foto: Ascom Semarh)


O incêndio florestal que devastou áreas rurais entre os municípios de Pavussu e Canto do Buriti, no Sul do Piauí, foi controlado nesta quarta-feira (6), após vários dias de combate intenso. Apesar do controle das chamas principais, as equipes permanecem mobilizadas na região realizando o rescaldo e apagando focos isolados que ainda persistem no terreno.

A operação de combate contou com cerca de 50 homens, incluindo 20 brigadistas das cidades de Pavussu, Eliseu Martins e Pajeú do Piauí. O trabalho ganhou reforço aéreo do helicóptero do Batalhão de Operações Aéreas da Polícia Militar (Bopaer), que utilizou água retirada da Lagoa de Pavussu para conter o avanço do fogo.

“O trabalho agora é garantir que o fogo não volte. Estamos resfriando pontos ainda quentes e monitorando toda a área”, afirmou Shandallyê Araújo, coordenador de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

A área atingida é formada por vegetação típica de caatinga e soma quase 7 mil hectares — o equivalente a 70 km². Para evitar novos focos, brigadistas também estão abrindo aceiros, faixas de terra sem vegetação, que funcionam como barreiras naturais contra a propagação do fogo.

A Semarh acompanha de perto a situação e informou que uma investigação será realizada para identificar as causas do incêndio. Auditores ambientais da secretaria irão ao local para verificar se houve o cumprimento das normas em caso de queima controlada.

“Somente após a vistoria técnica será possível afirmar se houve descumprimento das normas ambientais. Vamos avaliar o que foi feito dentro e fora da propriedade, os impactos para a vegetação e a população local, e aplicar as penalidades cabíveis, caso seja comprovada alguma irregularidade”, destacou Renato Nogueira, gerente de Fiscalização da Semarh.

As autoridades reforçam o alerta sobre os riscos de queimadas neste período do ano e pedem que a população colabore denunciando atividades suspeitas ou irregulares às autoridades ambientais.


Fonte: Portal Ponto X

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