
O senador Flávio Bolsonaro (PL) e familiares embarcaram na manhã desta quarta-feira (28) com destino aos Estados Unidos, em um voo realizado por um jatinho particular que partiu da Argentina e seguiu para Miami após uma escala no Equador.
Segundo informações de monitoramento aéreo, a aeronave decolou às 6h22 (horário de Brasília) de Puerto Iguazú, cidade argentina localizada próxima à tríplice fronteira. O trajeto incluiu uma parada técnica em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para o aeroporto Opa-locka Executive, na região de Miami, onde o pouso estava previsto para cerca de 10h40.
O avião utilizado na viagem é um Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, que transporta o senador e três familiares. Dados de rastreamento indicam que a rota evitou o espaço aéreo brasileiro, sobrevoando Paraguai, Bolívia e Peru durante o deslocamento até os Estados Unidos.
A viagem ocorre em meio a uma crescente controvérsia jurídica. De acordo com as informações divulgadas, Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil apesar de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibia de sair do país e exigia a entrega de seu passaporte. O senador e seus familiares teriam cruzado a fronteira para a Argentina na noite de terça-feira (27), pouco antes das 23h, conforme registros da Direção Nacional de Migrações argentina.
Os acontecimentos também contradizem relatos divulgados anteriormente por agências de notícias e fontes ligadas ao governo norte-americano, que afirmavam que o parlamentar já havia chegado aos Estados Unidos ainda na terça-feira.
Na véspera da viagem, o governo dos Estados Unidos informou que concederia vistos para Flávio Bolsonaro e seus familiares, autorizando sua entrada no país. O episódio ganhou dimensão internacional após declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que manifestou apoio à ida do senador aos EUA e voltou a questionar, sem apresentar provas, o resultado das eleições brasileiras.