
A corrida presidencial de 2026 começa a desenhar contornos regionais distintos, e em Mato Grosso o cenário favorece o senador Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (23) indica que o parlamentar lidera as intenções de voto no estado com 41,8% no cenário estimulado.
Na segunda colocação aparece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registra 27,3% da preferência entre os eleitores mato-grossenses.
Metodologia e abrangência
O levantamento foi realizado com 1.200 eleitores em diversas regiões de Mato Grosso, buscando refletir a distribuição geográfica e o perfil do eleitorado local. O cenário apresentado aos entrevistados foi estimulado, ou seja, com a indicação prévia dos nomes dos possíveis candidatos.
Além da liderança numérica, Flávio Bolsonaro apresentou desempenho consistente frente aos demais nomes testados na sondagem, consolidando-se como principal referência do eleitorado conservador no estado neste estágio preliminar da disputa.
Recorte regional e contraste nacional
Os números revelam um descolamento em relação a parte dos levantamentos nacionais recentes, que apontam oscilações mais equilibradas entre os principais postulantes ao Palácio do Planalto. O desempenho em Mato Grosso evidencia a força regional do bolsonarismo, especialmente em estados do Centro-Oeste, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro obteve votações expressivas em pleitos anteriores.
Já Lula mantém uma base eleitoral relevante no estado, mas aparece numericamente atrás no comparativo direto com o senador do PL, indicando um cenário de polarização também no contexto estadual.
Índices de rejeição
O estudo também aferiu os índices de rejeição dos candidatos avaliados. Segundo os dados, os percentuais de desaprovação são elevados e tendem a influenciar diretamente a viabilidade eleitoral, sobretudo em um cenário polarizado. A rejeição, tradicionalmente, é fator determinante na consolidação ou retração de candidaturas em disputas majoritárias.
Com a aproximação do calendário eleitoral e a intensificação das articulações partidárias, o desempenho regional poderá servir como termômetro estratégico para as campanhas, especialmente em estados com forte peso no agronegócio e perfil ideológico consolidado, como Mato Grosso.