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Federação Renovação Solidária define nova direção no Piauí e confirma apoio à oposição de Joel e Ciro Nogueira

PRD e Solidariedade formalizam comando estadual conjunto

A Federação Renovação Solidária, união partidária entre o PRD (Partido Renovação Democrática) e o Solidariedade, passa a ter uma nova direção no Piauí. Paulo Roberto da Iluminação, ex-prefeito de Monsenhor Gil e ex-vereador de Teresina, assume a presidência estadual da federação. Para a vice-presidência, foi definido o nome de Alan Brandão, suplente de vereador na capital pelo PRD.

A mudança de comando ocorre em um momento estratégico para os dois partidos, que vêm reorganizando suas estruturas estaduais em todo o país à medida que se aproxima o calendário eleitoral de 2026.

Convenção estadual acontece no dia 1º, junto com PP e União Brasil

A convenção que oficializará a nova direção da Renovação Solidária no Piauí está marcada para o dia 1º, no mesmo horário e no mesmo local dos eventos de convenção do Progressistas (PP) e do União Brasil. A escolha de reunir as três legendas no mesmo espaço e horário reforça o entendimento político entre os partidos, que caminham alinhados na formação de um bloco de oposição no estado.

Sem chapas próprias para deputado estadual, mas no palanque da oposição

Diferentemente de outras unidades da federação pelo país — como em Ceará e São Paulo, onde PRD e Solidariedade lançaram dezenas de candidaturas próprias ao Legislativo —, no Piauí os dois partidos não devem apresentar chapas proporcionais próprias para a disputa de vagas na Assembleia Legislativa.

Ainda assim, a federação já está confirmada no chamado “palanque oposicionista”, liderado pelo deputado federal Joel Rodrigues e pelo senador Ciro Nogueira, principais nomes da oposição ao atual governo estadual, comandado por Rafael Fonteles (PT).

Contexto: a Renovação Solidária no cenário nacional

A Federação Renovação Solidária foi formada em 2025 pelo Partido Renovação Democrática (PRD) e Solidariedade, com anúncio oficial em 25 de junho de 2025, em sessão na Câmara dos Deputados. O TSE aprovou a criação da federação em 4 de dezembro de 2025, obrigando as duas siglas a permanecerem unidas por pelo menos quatro anos.

A união entre os partidos tem forte motivação eleitoral: isoladamente, PRD e Solidariedade correm risco de não atingir sozinhos a cláusula de desempenho que garante acesso a fundo partidário e tempo de propaganda no rádio e na TV, já que nas eleições municipais de 2024 o PRD elegeu 77 prefeitos — apenas 28,95% do total obtido pelos partidos que o antecederam em 2020 — enquanto o Solidariedade elegeu 63 prefeitos, equivalente a 50,4% do resultado de 2020.

Em outros estados, a federação já vem definindo suas estratégias para 2026. No Ceará, por exemplo, a Renovação Solidária decidiu não lançar candidatura própria ao governo estadual, concentrando esforços nas disputas proporcionais, movimento semelhante ao adotado agora no Piauí, ainda que no caso piauiense a federação também abra mão, por ora, de chapa própria à Assembleia.

Cenário político piauiense: Solidariedade rompe com o governo estadual

A movimentação no Piauí acontece poucas semanas depois de o Solidariedade formalizar a saída da base governista, deixando oficialmente o apoio ao governador Rafael Fonteles (PT) para atuar ao lado da oposição. Essa ruptura ajuda a explicar por que a federação passa agora a se posicionar junto a Joel Rodrigues e Ciro Nogueira, consolidando um bloco opositor mais amplo no estado.

O que esperar da convenção

Com a convenção marcada para o dia 1º, a expectativa é que sejam formalizados:


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