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Luan Ferraz
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Exumação de Dom Abel Alonso marca início das comemorações do Jubileu da Diocese de Campo Maior

Em um momento de forte simbolismo e reverência histórica, a Diocese de Campo Maior, no Piauí, realizou na manhã desta segunda-feira (19) a exumação dos restos mortais de Dom Abel Alonso Núñez, seu primeiro bispo e uma das figuras mais emblemáticas da Igreja Católica no estado. O ato, que integra as celebrações preparatórias para o Jubileu de 50 anos da Diocese, foi conduzido com solenidade e discrição na Catedral de Santo Antônio.
Após uma missa celebrada na própria Catedral, a Igreja foi fechada ao público. A exumação foi acompanhada apenas por uma comissão restrita composta pelo administrador diocesano, Dom Francisco de Assis, padres da região e técnicos especializados. O procedimento incluiu a remoção da lápide de mármore e o resgate do caixão, enterrado a aproximadamente um metro e meio de profundidade.
Segundo a comissão, os restos mortais de Dom Abel estavam bem preservados, inclusive as vestes litúrgicas usadas por ele no momento do sepultamento, o que contribuiu para o caráter solene do momento. Os ossos foram cuidadosamente transferidos para uma urna especial, levados a uma funerária para higienização, e por volta das 14h, retornaram ao túmulo original na catedral.
O diácono Gean Medeiros, em entrevista à Rádio Meio Norte de Campo Maior, esclareceu que a exumação não está relacionada a um eventual processo de beatificação, tampouco ao envio de documentação ao Vaticano. “É uma prática comum da Igreja Católica após mais de uma década do sepultamento. Neste caso, trata-se de uma ação dentro da programação comemorativa do Jubileu”, afirmou.
A urna com os restos mortais será conduzida em procissão no dia 12 de junho, data da missa solene que marca o cinquentenário da Diocese, reforçando a homenagem à figura de Dom Abel, cuja história está profundamente entrelaçada com a origem e o crescimento da Igreja local.



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