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Correios registra rombo de R$ 3,1 bilhões nos três primeiros meses de 2026

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo demonstrações financeiras aprovadas pelo Conselho de Administração da estatal. O resultado mostra que a empresa gastou mais do que arrecadou nos três primeiros meses do ano.

O valor representa uma deterioração nas contas em relação ao mesmo período de 2025, quando as perdas somaram R$ 1,7 bilhão. Em um ano, o prejuízo praticamente dobrou.

Os dados apontam queda na arrecadação com serviços e avanço nas despesas administrativas e financeiras. A receita operacional caiu de R$ 3,94 bilhões para R$ 3,85 bilhões entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026.

Ao mesmo tempo, as despesas gerais e administrativas passaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões. Já os gastos financeiros saltaram de R$ 282 milhões para R$ 985 milhões.

No relatório financeiro, os Correios atribuem o cenário à redução da demanda pelos serviços postais tradicionais, aos custos operacionais mais elevados, reajustes salariais, despesas judiciais e ao avanço da concorrência no setor de logística e encomendas.

A estatal também destacou que mantém uma estrutura operacional ampla para garantir a prestação do serviço postal universal em todo o país, obrigação prevista em lei.

Diante do cenário financeiro, a empresa informou que segue executando um plano de reestruturação iniciado no fim de 2025. Entre as medidas adotadas estão cortes de despesas, revisão de contratos, venda de imóveis sem utilização, modernização tecnológica e melhorias na área logística.

Os Correios também colocaram em prática um Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e afirmaram buscar novas fontes de receita para tentar recuperar o equilíbrio financeiro.

Outro dado que chamou atenção nas demonstrações financeiras foi o patrimônio líquido negativo da companhia, que passou de R$ 13,1 bilhões negativos em dezembro de 2025 para R$ 16,2 bilhões negativos ao fim de março deste ano.

A situação reforça os desafios enfrentados pela estatal em meio às transformações do mercado postal e ao crescimento da concorrência privada no segmento de entregas e logística.

Fonte: Com informações do Infomoney

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