
Brasília – A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) o chamado PL Antifacção, projeto que endurece o combate às organizações criminosas no país. A proposta recebeu 370 votos favoráveis, 110 contrários e 3 abstenções, e agora segue para análise no Senado.
O texto prevê aumento de penas para integrantes de facções, maior rigor na progressão de regime, além da possibilidade de apreensão de bens ligados a atividades ilícitas. O objetivo, segundo o relator Guilherme Derrite (PP-SP), é enfraquecer financeiramente e estruturalmente os grupos criminosos que atuam em diferentes estados brasileiros.
Como votaram os deputados do Piauí
A bancada piauiense se dividiu na votação, refletindo o embate nacional entre governo e oposição:
- Votaram a favor (SIM):
- • Átila Lira (PP-PI) – Votou sim
• Elmano Férrer (PP-PI) – Votou sim
• Castro Neto (PSD-PI) – Votou sim
• Júlio Cesar (PSD-PI) – Votou sim
• Jadyel Alencar (Republicanos-PI) – Votou sim
- • Átila Lira (PP-PI) – Votou sim
- Votaram contra (NÃO):
- • Dr. Francisco (PT-PI) – Votou não
• Flávio Nogueira (PT-PI) – Votou não
• Florentino Neto (PT-PI) – Votou não
• Merlong Solano (PT-PI) – Votou não
- • Dr. Francisco (PT-PI) – Votou não
- Ausente:
- Marcos Aurélio Sampaio (PSD-PI)
Debate político
- Defensores do projeto afirmam que o PL Antifacção é uma resposta necessária ao avanço das facções, oferecendo instrumentos mais duros para autoridades policiais e judiciais.
- Críticos, especialmente parlamentares ligados ao PT, argumentam que o texto pode ampliar o encarceramento sem resolver o problema da criminalidade, além de abrir margem para abusos jurídicos.
O resultado mostra um Piauí dividido: cinco deputados apoiaram o projeto, quatro se posicionaram contra e uma parlamentar não participou da votação. A discussão sobre segurança pública segue como um dos temas mais sensíveis no Congresso, com impacto direto na vida da população.