Caso Master: senador Jaques Wagner e ex-sócio de Vorcaro são alvo em nova fase de operação

Montagem: Paula Fróes/Reprodução – 17.05.2026; Reprodução/Facebook @institutoterrafirme – 29.11.2023

PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga as ramificações do esquema em torno do Banco Master. O senador e líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA); o banqueiro e ex-sócio de Daniel Vorcaro Augusto Lima; e o empresário David Lopes Monteiro estão entre os alvos.

As equipes de policiais cumprem 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em empresas e residências na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A Corte também determinou medidas diversas da prisão para alguns dos investigados, como a proibição de contato entre eles e a suspensão de passaportes.

A reportagem apurou que a nova etapa da operação mira o “coração” do Master na Bahia: o Credcesta. Principal ativo do Banco Pleno, esse cartão de crédito consignado era voltado a servidores públicos da Bahia e administrado pela instituição financeira de Augusto Lima.

Guga, como também é conhecido, controlava o Pleno, liquidado pelo BC (Banco Central) em fevereiro último. O cartão de crédito consignado teria contribuído para o crescimento do Master e surgiu à época em que Jaques era governador na Bahia.

A PF investiga indícios de crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A reportagem tenta contato com os advogados de Jaques Wagner e David Lopes Monteiro.

defesa de Augusto Lima informou, por meio de nota, que as ações da PF efetuadas nesta com o banqueiro como alvo manhã eram “desnecessárias”, pois ele está “há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”. “De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que eles são rigorosamente lícitos”, completaram os advogados.

“Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, afirma a nota, assinada por Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello.

Investigados

Augusto Lima chegou a ser preso na primeira fase da Compliance Zero, em novembro de 2025, mas acabou liberado pelo TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). A suspeita da PF é de que ele também tenha atuado na operação fraudulenta de venda do Master ao BRB (Banco de Brasília).

O empresário é considerado influente na Bahia, por ter trânsito entre políticos do PT e da oposição. Esta é a primeira em vez que a força-tarefa mira algum aliado do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além de Jaques Wagner, a quinta fase da Operação Compliance Zero mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido Progressistas e ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL).

Já David Lopes Monteiro é irmão do advogado Daniel Monteiro, preso em uma etapa anterior das investigações da PF.

Fonte: Portal R7

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