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Luan Ferraz
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MDB e PL duelam por Mão Santa e sua herdeira política

O xadrez político piauiense ganha novos contornos à medida que se aproxima o calendário eleitoral. Nos bastidores, MDB e PL disputam – com gestos e promessas – os laços políticos da família Mão Santa, uma das mais emblemáticas da região norte do estado.
Enquanto o MDB articula nos bastidores a filiação da deputada estadual Gracinha Mão Santa (Progressistas), figura em ascensão e herdeira política direta do ex-prefeito de Parnaíba, o PL joga mais alto: quer trazer o próprio Mão Santa para suas fileiras.
A ofensiva do PL será formalizada nesta terça-feira, 8, com a primeira conversa entre o ex-prefeito e o novo comandante da sigla no Piauí, Tiago Junqueira. E a proposta não vem modesta: o partido oferece, além da filiação, a chance de Mão Santa disputar o Senado em 2026, numa chapa alinhada com a oposição ao governo estadual.
O movimento tem o selo do bolsonarismo no Piauí. Junqueira tem buscado nacionalizar o PL local, o que ficou evidente na sua presença ao lado do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do ex-presidente Jair Bolsonaro durante as manifestações em São Paulo, no último domingo. A imagem é simbólica: o novo presidente do PL piauiense quer vincular seu projeto político ao campo conservador, apostando que nomes como Mão Santa podem catalisar votos e consolidar palanques.
A família Mão Santa, com décadas de presença política no estado, aparece como ativo disputado. Gracinha tem consolidado seu espaço como uma liderança pragmática e de discurso firme, especialmente no litoral. Já o pai, embora longe do Executivo, ainda carrega um capital eleitoral respeitável e um estilo que ressoa entre os eleitores conservadores.
O que está em jogo vai além de simples filiações. MDB e PL se movimentam de olho na reorganização do tabuleiro de 2026. Atrair Mão Santa – seja o pai, seja a filha – significa garantir influência em Parnaíba, segundo maior colégio eleitoral do estado, e um ativo importante para qualquer coalizão que pretenda enfrentar o bloco governista.
Nos próximos dias, os sinais dessa disputa devem se intensificar. E, como sempre, o piauiense assistirá ao velho jogo da política local: onde um sobrenome ainda pode valer mais que mil propostas.



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