Crise na base do PT no Piauí: Flávio Nogueira admite divergência entre Wellington Dias e Rafael Fonteles sobre escolha do vice

Reprodução

Os bastidores da política no Piauí ganharam novos capítulos após declarações do deputado federal Flávio Nogueira (PT), que confirmou a existência de divergências internas no partido envolvendo duas das principais lideranças petistas no estado: o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social Wellington Dias e o governador Rafael Fonteles.

Durante entrevista concedida à imprensa nesta manhã, o parlamentar reconheceu que há um desentendimento político em torno da composição da chapa majoritária para as próximas eleições, especialmente no que se refere à definição do candidato a vice-governador.

Segundo Nogueira, embora a divergência exista, o debate não representa uma ruptura dentro do partido, mas sim um processo natural de discussão interna sobre os rumos políticos da legenda.

“Não se pode negar que há esse desentendimento, mas não é uma cisma. Isso faz parte das pessoas que pensam o que é o melhor para o partido”, afirmou Flávio Nogueira.


Impasse gira em torno da vaga de vice-governador

No centro da discussão está o nome do ex-secretário estadual Washington Bandeira, indicado pelo governador Rafael Fonteles para ocupar a vaga de vice-governador na chapa governista.

De acordo com interlocutores do partido, Fonteles mantém firme a defesa da indicação de Bandeira, considerando o ex-gestor um nome alinhado ao projeto político do governo e com perfil técnico-administrativo.

Por outro lado, o grupo político ligado ao ministro Wellington Dias avalia que a definição do vice deve passar por um processo mais amplo de diálogo, envolvendo não apenas o PT, mas também os partidos da base aliada que integram o bloco governista no estado.

Nos bastidores, lideranças defendem que outros nomes possam ser avaliados antes da decisão final, numa tentativa de ampliar a articulação política e fortalecer a coalizão eleitoral.


Wellington Dias defende maior diálogo na base

Em agendas recentes no estado, Wellington Dias tem reiterado a necessidade de construção coletiva da chapa majoritária, reforçando que a escolha do vice deve considerar o equilíbrio político entre as forças que sustentam o governo.

A posição do ministro tem sido interpretada por aliados como um movimento para abrir espaço para negociações com partidos da base, evitando que a definição seja tomada de forma unilateral.

Enquanto isso, Rafael Fonteles tem demonstrado segurança em sua indicação e aguarda apenas o aval formal dos aliados para consolidar a composição da chapa.


Deputado minimiza tensão interna

Apesar das especulações sobre possíveis fissuras no grupo governista, Flávio Nogueira procurou minimizar o impacto da divergência, destacando que debates públicos fazem parte da dinâmica de partidos com forte participação interna.

“Não tem um pra lá e outro pra cá, muito pelo contrário. O que existe é um debate dentro do partido sobre o que é melhor para o projeto político”, reforçou o deputado.

Segundo ele, a expectativa é que o impasse seja resolvido por meio do diálogo entre as lideranças e partidos aliados, preservando a unidade da base governista.


Você pode ter perdido